A sustentabilidade é um tema central nas discussões corporativas, e em 2025 as empresas brasileiras enfrentarão um marco regulatório importante: a implementação da Resolução CVM 193, que adota no Brasil as normas de divulgação de informações de sustentabilidade baseadas nos padrões IFRS S1 e S2, criados pelo International Sustainability Standards Board (ISSB).
Essa resolução exige que as empresas listadas apresentem relatórios de sustentabilidade integrados aos relatórios financeiros, com informações estruturadas sobre riscos, oportunidades e impactos relacionados às questões ESG (ambientais, sociais e de governança). Trata-se de um avanço significativo para a padronização, a comparabilidade e a credibilidade das práticas corporativas, aproximando o mercado brasileiro das melhores práticas internacionais.
O que a Resolução CVM 193 exige?
A Resolução CVM 193 introduz novas regras que tornam a divulgação de informações ESG mais rigorosa e estratégica. Entre os principais pontos, destacam-se:
- Materialidade: As informações divulgadas devem focar nos temas que realmente importam para os investidores e outros stakeholders, evitando relatórios excessivamente extensos e pouco objetivos.
- Conexão com informações financeiras: A norma exige que os relatórios demonstrem como questões ESG impactam a estratégia, os riscos e os resultados financeiros das empresas.
- Padrões internacionais: Os relatórios devem seguir os requisitos das normas IFRS S1 (divulgação de sustentabilidade) e IFRS S2 (clima), garantindo comparabilidade com empresas globais.
- Transparência sobre riscos e oportunidades: Além de destacar as ações da empresa, é necessário relatar desafios e riscos relacionados à sustentabilidade de forma detalhada e estruturada.
Esses requisitos visam oferecer uma visão mais clara e confiável das práticas ESG das empresas, alinhando o Brasil aos padrões globais de divulgação.
As melhorias trazidas pela norma
A adoção da Resolução CVM 193 traz benefícios significativos para o mercado brasileiro, entre eles:
- Credibilidade e confiança: A padronização internacional promove maior transparência, fortalecendo a confiança de investidores e stakeholders nas práticas de sustentabilidade das empresas.
- Comparabilidade global: Seguir os padrões IFRS facilita a análise comparativa entre empresas de diferentes setores e países, aumentando a competitividade das companhias brasileiras no cenário internacional.
- Integração estratégica: Ao conectar sustentabilidade e finanças, a norma incentiva uma visão mais sistêmica e integrada da gestão ESG, aproximando as questões ambientais, sociais e de governança dos processos decisórios estratégicos.
- Foco na relevância: A exigência de materialidade reduz a dispersão de informações e garante que os relatórios se concentrem em dados realmente úteis para os tomadores de decisão.
Esses avanços fortalecem o papel da sustentabilidade como um componente essencial para a criação de valor corporativo no longo prazo.
Como uma agência de comunicação pode contribuir
A complexidade das exigências da Resolução CVM 193 torna evidente a necessidade de uma abordagem estratégica para a elaboração dos relatórios de sustentabilidade. Uma agência de comunicação especializada pode desempenhar um papel fundamental em várias etapas desse processo:
- Estruturação e planejamento do conteúdo
A agência pode ajudar a organizar o relatório de forma lógica e atraente, alinhando-se aos padrões exigidos pela CVM. Isso inclui:
- Identificar temas materiais por meio de mapeamento de stakeholders.
- Garantir que a narrativa integre informações financeiras e ESG de maneira coerente.
- Definir uma estrutura que destaque as ações e resultados da empresa de forma clara.
- Transformação de dados em narrativas envolventes
Relatórios técnicos podem ser complexos e pouco acessíveis. A agência traduz os dados em histórias que conectam as ações da empresa aos impactos reais. Exemplos de como isso pode ser feito:
- Incorporar storytelling para mostrar como as ações ESG beneficiam comunidades, trabalhadores ou o meio ambiente.
- Destacar casos de sucesso que demonstrem inovação e impacto positivo.
- Design e apresentação visual
Uma boa comunicação visual torna o relatório mais atrativo e fácil de entender. Entre as contribuições possíveis:
- Criar infográficos, gráficos e painéis interativos que expliquem dados complexos.
- Desenvolver um layout que equilibre estética e funcionalidade, alinhado à identidade visual da empresa.
- Acesso multicanal e inclusão
Relatórios podem atingir públicos diversos se forem apresentados em formatos variados:
- Resumos executivos para redes sociais e newsletters.
- Vídeos explicativos e apresentações interativas para audiências específicas.
- Versões acessíveis, como audiodescrição ou linguagem simplificada, ampliando o alcance da comunicação.
- Garantia de compliance
Uma agência pode colaborar com o time interno da empresa para garantir que as informações estejam alinhadas às exigências normativas, evitando erros ou lacunas que comprometam a credibilidade do relatório.
Comunicação como estratégia para 2025
Os relatórios de sustentabilidade serão muito mais do que uma obrigação regulatória em 2025; eles se tornarão um veículo de engajamento estratégico. Quando bem planejados e comunicados, esses relatórios têm o poder de:
- Demonstrar liderança em ESG.
- Engajar investidores e stakeholders em torno dos compromissos da empresa.
- Reforçar a reputação corporativa como uma organização responsável e transparente.
Uma abordagem integrada que combine rigor técnico, narrativa estratégica e design atraente será a chave para transformar relatórios de sustentabilidade em ferramentas de impacto e influência.